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Efeitos da crise internacional têm sido atenuados nos Açores
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2009-01-01Quem o diz é o Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, Francisco Coelho, na sua mensagem de Ano Novo.
Os tempos de Festa que ora celebramos convocam-nos ao recolhimento, à introspecção e ao balanço. E exaltam sentimentos de humildade, de fé e de esperança: é sempre possível renascer do tempo mais agreste e impôr a serenidade das convicções justas à força sem razão.
É também o tempo em que todos os que nos são próximos estão próximos, mais que não seja na incontornável realidade dos afectos: familiares, amigos, concidadãos e Diáspora açoriana, por suspensão do tempo mágico do Natal, por encurtamento do espaço que os ritos concedem – estamos todos irmanados e em comunhão mais solidária.
Num tempo cíclico e circular que queremos continuar a viver, estamos prestes a cumprir mais um ano, e a iniciar outro. A reflexão e o balanço; o sonho e a esperança - impõem-se assim naturalmente, para um e para outro. A nível pessoal e familiar. E também no que diz respeito à nossa Vida Colectiva.
Em 2008 exercitámos, com plena normalidade e maturidade democráticas, a escolha, para mais um contrato eleitoral de quatro anos, dos nossos órgãos de Governo Próprio. Testámos assim na prática, e pela primeira vez, a revisão da Lei Eleitoral feita por iniciativa do nosso Parlamento. Tal instrumento, posto ao serviço da vontade soberana do Povo açoriano, revelou-se idóneo para garantir a governabilidade, a melhoria da proporcionalidade na conversão dos votos em mandatos e bem assim da pluralidade parlamentar e deu um carácter e influência verdadeiramente regionais ao voto de cada um de nós.
O ano que estamos a completar ficará ainda na nossa memória colectiva como o da aprovação e promulgação duma exaustiva e ambiciosa reforma do nosso Estatuto Político-Administrativo. E apesar de coincidência cronológica, não se tratou, como bem sabem, de uma prenda de Natal. Mas antes de uma importante conquista, serena mas firme, em que de forma continuada e prolongada, tivemos de fazer valer a nossa razão, a nossa persistência e a nossa saudável teimosia.
Vencemos esta importante batalha, a favor dos Açores, do acervo competencial dos nossos órgãos de Governo Próprio, e da dignidade Açoriana. E continuaremos a vencer, com humildade e com razão, sobretudo se não esquecermos que há desconhecimentos que perduram; preconceitos que persistem e protagonistas que se alimentam da tentativa de vergar os que sendo mais pequenos, parecem ser, por isso, mais frágeis.
Vem aí um novo ano. Vamos recebê-lo com esperança e optimismo. Mesmo sabendo que a Autonomia Democrática recolocou-nos, para o bem e para o mal, no Mundo. E que não estamos – nem poderíamos estar -, completamente indemnes ao que nele se passa. Pequena economia aberta e integrada na União Europeia, com óbvias inter-dependências económicas com o continente português, a nossa realidade não deixa de “importar” as grandes tendências da conjuntura económica europeia e internacional: a descida do preço dos combustíveis e das taxas de juro, por exemplo; como há meses atrás, “importámos” evoluções de tendência inversa nestes dois importantes indicadores.
Temos conseguido, no entanto, e é justo reconhecê-lo, atenuar os efeitos negativos da crise internacional que inelutavelmente também chegam até nós – e ainda recentemente o Governo dos Açores anunciou um conjunto de medidas de protecção económica às empresas e às famílias, em cujos efeitos devemos confiar.
Que 2009 seja, para todos e cada um de nós, um ano de paz e de prosperidade. E que todos, sem excepção, façamos a quota-parte que nos cabe para que assim seja.
Boas Festas e Feliz Ano Novo!
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